Alta no preço dos combustíveis, afinal de quem é a culpa? De Bolsonaro ou dos governadores?

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Preços dos combustíveis sobem vertiginosamente e com eles – em efeito cascata – preços da economia como um todo sofrem reajustes excessivos, mas quais são as causas?

Desde que assumiu a presidência da República em janeiro de 2019, Bolsonaro utiliza um tom patriótico e altamente nacionalista, no entanto na prática não é exatamente o que acontece, um dos exemplo mais evidentes é o da valorização da Petrobrás, que embora seja uma das maiores do mundo nesse ramo viu pouca valorização por parte do governo federal, pelo contrário, foi despedaçada e teve subsidiárias vendidas fazendo com que, mesmo o país sendo autossuficiente na produção de petróleo, não tenha capacidade de refino dessa matéria-prima, na prática ainda temos que importar combustíveis.

Valor interno X Valor de Mercado X Dólar

O atual governo federal do Presidente Bolsonaro adotando as práticas atuais, diferentemente de outros governos no passado, faz com que o custo dos combustíveis além de aumentar, acabe sendo atrelado a valores praticados fora do Brasil, ou seja, custo em dólar.

Também dentro da política econômica do atual governo a nossa moeda tem se desvalorizado e muito fazendo com que o preço de conversão do dólar dispare (antes de Bolsonaro assumir a presidência em 2018 o dólar era negociado em média por R$3,6, agora o dólar passa dos R$5,2) portanto como o valor dos combustíveis atualmente tem como base valores internacionais em dólar e com o dólar alto o preço destes combustíveis dispara também.

E o ICMS? E os governos estaduais, que culpa têm?

Hoje na gasolina a média de cobrança do ICMS (imposto estadual) está em cerca de 27%, este valor é cobrado sobre o preço final do produto, portanto se existe reajuste no valor final – reajuste da Petrobrás com base no preço internacional – existe um reajuste de valor nesta cobrança, no entanto a alíquota do ICMS não muda, faz vários anos que ela incide da mesma maneira sobre o valor final dos combustíveis, então mesmo se esse imposto fosse zerado, os combustíveis poderiam ter uma redução de valor de imediato que poderia chegar a 27%, no entanto se o governo federal manter a política de preços dele, os preços vão continuar subindo até chegarem nos mesmos patamares atuais e daí para cima, ou seja, embora o ICMS incida sobre o valor final da gasolina não é esse imposto que faz com que o preço seja reajustado o tempo todo.

Outros custos no valor dos combustíveis

O valor final dos combustíveis além do preço cobrado pela Petrobrás e do imposto estadual incidem ainda o preço de distribuição, margem de lucro da revenda (valor que cobram os postos de gasolina), no caso da gasolina comum ainda existe um percentual de etanol adicionado no combustível que impactam em seu valor, além de impostos federais que na gasolina giram em torno de 11,4% do valor total.

Soluções

Atualmente estamos num jogo de empurra-empurra, governo federal joga a culpa para os estados e estados para o governo federal no entanto o que é preciso é de um esforço nacional, governos estaduais poderiam amenizar a carga tributária para contribuir no preço final, no entanto isso de nada adiantaria se o governo federal não revisse suas políticas de preço.

Somente se o governo federal rever suas políticas econômicas, fortalecendo nossa moeda e economia, além de fortalecer a Petrobrás investindo no refino, por exemplo, seria possível uma nova política de preços que não impactaria tanto no bolso dos brasileiros, uma vez que o aumento dos combustíveis não impacta somente na bomba na hora de abastecer, ela tem o poder de aumentar a inflação do país como um todo.

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