Vacina Russa contra o Covid-19 demonstra eficácia. Paraná tem acordo para testar e produzir vacina.

Imagem de HeungSoon por Pixabay

A vacina Russa anunciada contra o covid-19, inicialmente foi vista com suspeita pela comunidade científica internacional, a aprovação acelerada da vacina em território russo e a falta de acesso a dados sobre a real eficácia da vacina deixaram cientistas do mundo todo em alerta, no entanto agora os dados da vacina começam a ser conhecidos pelo mundo e uma publicação da revista científica The Lancet mostra que a vacina pode sim ter eficácia.

O que diz o novo estudo?

Segundo os resultados publicados, referentes às fases 1 e 2, não houve efeitos adversos até 42 dias depois da imunização dos participantes, e todos desenvolveram anticorpos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) dentro de 21 dias.

Os cientistas do Instituto Gamaleya, que desenvolveu a vacina, disseram à imprensa que essa resposta foi maior do que a vista em pacientes que foram infectados e se recuperaram do novo coronavírus naturalmente.

A vacina russa foi testada em 76 pessoas. Todas receberam uma forma da vacina (veja detalhes das etapas dos testes mais abaixo), sem grupo controle (o que recebe uma substância inativa, o placebo), que serve para que os resultados sejam comparados entre os dois grupos).

A médica epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas, lembra, entretanto, que criar anticorpos não significa proteção contra a doença.

“Produzir anticorpos não significa que tem proteção, significa que tem resposta imune. Só vai saber se dá proteção se tiver dois grupos – um placebo e um com a vacina – e ver quais pessoas se infectaram com e sem a vacina. Só se pode falar em proteção pela vacina com isso”, destaca Garrett.
Os resultados também sugerem que a vacina produz uma resposta das células T, um tipo de célula de defesa do corpo, dentro de 28 dias. As células T têm, entre outras funções, destruir células infectadas por um vírus. Os cientistas do Gamaleya afirmaram que as respostas de células T vistas com a vacina indicam não só uma resposta imune forte, mas de longo prazo.

O fato de não haver grupo controle foi notado pelos cientistas como uma limitação do estudo. Outro ponto limitante, indicaram os cientistas, é que os voluntários incluídos eram relativamente jovens, com idades entre 20 e 30 anos. Pessoas mais velhas correm mais risco de desenvolver a forma grave da doença e morrer pela infecção.

Com informações do G1

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