Nota de R$200 pode facilitar crimes? Desde que foi anunciada, nova cédula gera polêmica

Imagem: Banco Central do Brasil (BCB)

Desde que foi anunciada pelo Banco Central do Brasil, no final de julho, a nova nota de R$200 tem gerado muitas discussões entre os brasileiros, que tem especulado o motivo de uma nova nota da nossa moeda, que vai desde muito dinheiro represado no período de pandemia até a temida volta da inflação descontrolada, pois os preço tem subido muito nesse período.

No entanto outra questão tem surgido, uma cédula de um valor tão alto não pode facilitar crimes? Em teoria a resposta é sim! Com uma nota de valor mais alto, o dobro do valor da maior nota até então que era de R$100, pode facilitar o transporte de valores ocultos, além disso a nota é muito menor fisicamente que a de R$100, ela possui o mesmo tamanho da nota de R$20, facilitando ainda mais o possível transporte de valores ocultos.

O Euro e a nota de €500

Quando o Euro (moeda única da União Europeia) começou a circular em 2002, dentre as notas possíveis existia uma de valor bem alto, a nota de 500 euros, no entanto a partir de 2016 o Banco Central Europeu decidiu descontinuar a produção da cédula e gradualmente a retirar de circulação, hoje em dia é raro encontrar uma nota dessas circulando, embora elas ainda tenham validade o uso é desaconselhado e muitos países já não a aceitam mais, o objetivo é que ele deixe totalmente de circular.

O motivo? A criminalidade! O uso de uma nota tão alta poderia facilitar crimes, e para combater ilícitos como a lavagem de dinheiro o bloco europeu decidiu tirar essa nota de circulação.

O outro lado

Segundo o Banco Central do Brasil o objetivo da nova nota de R$200 era atender a uma demanda por dinheiro em espécie. Os estudos da instituição sugerem que seriam necessários colocar em circulação R$ 165,9 bilhões em notas de R$ 200 num espaço de cinco meses.

Por esse motivo também (a pressa) foi preciso utilizar o tamanho de uma cédula já utilizada, não existiria tempo hábil de adaptar a linha de produção da Casa da Moeda para um novo tamanho, a solução segundo o BC foi utilizar um tamanho já existente.

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